sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Para Dilma a imprensa só comete "terrorismo eleitoral" quando ataca o PT

           



            

            A edição da revista Veja de hoje traz na capa a informação de que o doleiro Alberto youssef disse a Polícia Federal que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás. Os advogados do doleiro, no entanto não confirmaram o depoimento e pediram cautela nas declarações. No último dia do programa eleitoral da candidata do PT hoje, Dilma condenou a reportagem da revista Veja classificando a notícia como um ato de "terrorismo eleitoral". 

        No debate do SBT realizado semana passada, a presidente recebeu em primeira mão no momento do debate uma notícia veiculada pela Folha de São Paulo de que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra teria se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobrás, a presidente não titubeou, naquele momento não argumentou que não existia provas concretas para fundamentar a acusação, como agora argumentou em seu favor. A defesa do delator logo após desmentiu o depoimento. 

            A imprensa para Dilma só comete terrorismo eleitoral quando ataca o PT. As publicações da imprensa sobre os depoimentos dos delatores do esquema de corrupção da Petrobrás só informam sem ter provas concretas quando acusam o PT, quando acusam a oposição não tem problema veicular a notícia em um debate. 

             O PT tentou sem sucesso censurar a publicação da revista Veja, utilizando de uma sutileza na lei eleitoral, porém o pedido foi negado. A liberdade de imprensa não pode ser relativizada, a Folha de São Paulo teve todo o direito de veicular a notícia sobre o depoimento que atacava a oposição e a revista Veja tem igual direito. Desde que as fontes das informações sejam robustas a imprensa tem o direito de cumprir o seu papel de informar.

            
           

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